segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sétima Legião

Lisboa, Portugal

Membros:

Pedro Oliveira (voz e guitarra),
Rodrigo Leão (baixo e teclas),
Nuno Cruz (bateria, percussão),
Gabriel Gomes (acordeão),
Paulo Marinho (gaita de foles, flautas),
Ricardo Camacho (teclas),
Paulo Abelho (percussão, samplers),
Francisco Menezes (letras, coros).

Discografia:

«Glória/Partida», (Single, Fundação Atlântica, 1983)
«A Um Deus Desconhecido», (LP, Fundação Atlântica, 1984)
«Mar D'Outubro», (LP, EMI, 1987)
«Sete Mares», (Máxi, EMI, 1987)
«De Um Tempo Ausente», (LP, EMI, 1989)
«O Fogo», (CD, EMI, 1992)
«Auto de Fé», (CD, EMI, 1994)
«Sexto Sentido», (CD, EMI, 1999)
«A História da Sétima Legião: Canções 1983-2000», (Compilação, EMI, 2000)
«Grandes Exitos», (Compilação, EMI, 2006)



Em 1982, três amigos resolvem formar uma banda. Eram eles: Rodrigo Leão (Baixo), Pedro Oliveira (Voz e Guitarra) e Nuno Cruz (Bateria).
Começam a ensaiar e decidem chamar-se Sétima Legião (que era o nome da Legião romana que veio à Lusitânia).
Nesta altura a música da banda era muito influenciada pelos sons que vinham de Manchester, nomeadamente Echo & The Bunnymen e Joy Division. Concorrem à Grande Noite do Rock onde ficam em segundo lugar.
Susana Lopes (Violoncelo) e Paulo Marinho (Gaita de Foles) juntam-se ao colectivo, ao mesmo tempo que Francisco Menezes começa a escrever letras para as canções.
A banda chega a actuar com todos os elementos envergando gabardinas, como era usual nas bandas de Rock inglês, praticantes do som de Manchester.
A Fundação Atlântica (editora discográfica de Pedro Ayres Magalhães, Ricardo Camacho e Miguel Esteves Cardoso) contrata a banda, em 1983, ano em que gravam o single "Glória" com letra de Miguel Esteves Cardoso. Este disco recebe grandes elogios da crítica, mas não obtém grandes favores da rádio e passa quase despercebido.
Susana Lopes abandona o projecto, ao mesmo tempo que entram em estúdio para gravar o novo disco: um LP que sairá em Julho de 1984 e se intitulará «A Um Deus Desconhecido», considerado ainda hoje um marco da nova música portuguesa.
Como a Fundação Atlântica fechou, a EMI, que fazia a distribuição das suas edições, contrata a banda para o seu próprio catálogo.
Ricardo Camacho (futuro produtor de muitos discos e médico de profissão) junta-se à banda, ficando encarregado dos instrumentos de teclados, ao mesmo tempo que Rodrigo Leão começa a ensaiar com Pedro Ayres num novo projecto que ficaria conhecido como Madredeus.
O novo disco da banda só sairia em 1987 e intitulava-se «Mar D’Outubro». Continha os temas "Sete Mares", "Reconquista" e "Além-Tejo". Este disco torna-se um grande sucesso, atingido o galardão de Disco de Prata e sendo o grande trampolim para a ribalta. À custa deste disco, a banda conseguiu fazer muitos concertos.
O colectivo já contava com novos elementos quando o disco foi gravado: Gabriel Gomes (Acordeão) e Paulo Abelho (Percussões).
Em Novembro de 1989 é editado um novo LP da banda «De Um Tempo Ausente» que conta com vários convidados, entre os quais Flak, Francis (ex-Xutos e Pontapés), Luís Represas, Pedro Ayres e Teresa Salgueiro. Contendo os temas "Por Quem Não Esqueci e "Porto Santo", este disco é, outra vez, um sucesso de vendas e de crítica.
Apenas em 1992, a banda regressa às edições com o novo disco "O Fogo" que já não é muito bem recebido pela crítica e não obtém o desejado sucesso comercial.
Em 1993 actuam no Mega-Concerto "Portugal Ao Vivo" no Estádio de Alvalade, onde gravam a quase totalidade do disco ao vivo «Auto de Fé» que será editado em 1994, contando com a participação especial dos Gaiteiros de Lisboa (de que Paulo Marinho era, também, um dos fundadores).
Rodrigo Leão afasta-se da banda, por não poder continuar nos Madredeus e nos Sétima Legião . Em Julho de 1996, o baixista Lúcio Vieira entra para a banda, substituindo Rodrigo Leão, nos espectáculos ao vivo.
Em 1999, após se pensar que a banda tinha terminado, é editado o CD «Sexto Sentido», um disco muito diferente dos anteriores, onde a electrónica é dominante e os "samplers" de temas recolhidos por Michel Giacometti e Ernesto Veiga de Oliveira têm um destaque até aí nunca lhes dado por uma banda Pop em Portugal. Este disco, apesar das boas críticas, revela-se um verdadeiro "flop" comercial.
Em 2000 é editado «A História da Sétima Legião», um disco que faz a retrospectiva da banda e contém ainda dois temas inéditos ("A Luz" e "A Promessa").
Em 2003 é lançada uma compilação dedicada aos instrumentais dos Sétima Legião. A compilação inclui os inéditos "Sétima Volta", "Ilha Perdida" e "Silêncio da Terra" e uma remistura de "Ascenção".

Fonte: Site Musica Portuguesa Anos 80, Blog Borboletas do Loto Azul, Blog Elemento Musical, Blog Ironbar, Site Tuga Fixe

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