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Wildest dreams...

Hiding in daylight, biding it's time... The monster that wakes in your sleeping mind. Inside of you You leave it unseen But it's coming to life In your wildest dreams...
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Fim de semana no Porto...

Matar saudades de tantos sítios, conhecer a nova noite do Porto. A zona da baixa está uma loucura. Rua da Galeria de Paris, Piolho, bares que cobrem todas as ruas envolventes aos Clérigos, Cedofeita, Passos Manuel. A noite do Porto está com uma dinâmica incrível!
O Bairro Alto fecha ás 2h, 3h nos fds, os bares da Baixa do Porto fecham ás 5h, 6h, os bares/discotecas ás 8h, 8:30! Andar de bar em bar a pé até de manha.
Começou a noite no Piolho, o mítico café que fez este ano 100 anos, depois Rua Galeria de Paris. Muitos bares, imensa gente na rua. Seguiu-se o bar Janela Indiescreta, de um amigo que já não via à muitos anos! Recomendo, fica na Rua das Oliveiras, direcção Cedofeita - Praça da Republica, junto ao Teatro Carlos Alberto. Na sexta era também a reabertura do Tendinha. Perguntei a alguém se conseguíamos entrar ás 6h, senão estaria fechado! O que fui perguntar, «A esta hora é que se vai bem ao Tendinha!» Estava completamente cheio! Tipo incógnito nos dias mais cheios mas eram já 6 e tal da manha! Musica muito muito boa, coisas antigas e recentes, para todos os gostos! Animação total até de manhã.

Para matar saudades...



No Sábado fomos jantar à Ribeira. Zona onde à muitos anos era o destino na noite do Porto. Hoje restam os restaurantes para turistas e um ou outro bar!
O espaço do Meia Cave está substituído por uma agência de viagens e um restaurante. E a Praça do Cubo onde dantes se juntavam centenas de pessoas, hoje não tem ninguém! Para matar saudades fomos ao Meu Mercedes é maior que o Teu! Dantes estava sempre à pinha o bar. Estava muito pouca gente mas a musica continua excelente! Terminou a noite no Janela Indiescreta.

Foi um fds a repetir, numa cidade fantástica que é o Porto!

Morre lentamente quem...

«Morre lentamente quem não viaja,
quem não lê,
quem não ouve música,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem se transforma escravo do hábito,
repetindo todos os dias o mesmo trajecto,
quem não muda as marcas no supermercado,
não arrisca vestir uma cor nova,
não conversa com quem não conhece.

Morre lentamente quem evita uma paixão,
quem prefere o "preto no branco"
e os "pontos nos is" a um turbilhão de emoções indomáveis,
justamente as que resgatam brilho nos olhos,
sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho,
quem não se permite,
uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da
chuva incessante,
desistindo de um projecto antes de iniciá-lo,
não perguntando sobre um assunto que desconhece
e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior do que o
simples acto de respirar.
Estejamos vivos, então!»

Pablo Neruda
em 'Pérola de Cultura'

Foto: La Silla, Chile, Setembro de 2009. Obrigado pela foto, Nuno!

RUC, Sempre No Ar... 107.9 FM

Passava horas a ouvir a RUC, de manhã pouco mas à tarde era certo ouvir o Rock Xinez e gravar muitas vezes o programa inteiro que durava das 15h às 18h. Segui-se os Santos da Casa para conhecer as ultimas novidades das bandas nacionais. Tenho dezenas de K7 com partes deste programa e albuns inteiros que gravava de madrugada.

Um pouco de história...

Os primeiros passos para a criação da Rádio Universidade de Coimbra que temos hoje foram dados em 1982, com a obtenção de meios técnicos capazes de garantir emissões regulares, nos 100 MHz. Deu-se também início ao processo de legalização, formalizado com um Pedido de Licenciamento de uma Estação Emissora, em 14 de Novembro de 1983.

No dia 1 de Março de 1986 foi criada a Rádio Universidade de Coimbra que anunciava os seguintes objectivos:

- Incentivar e dar formação radiofónica aos estudantes da Academia interessados em fazer Rádio, contribuindo para o aparecimento de novas formas de criatividade radiofónica, sendo sempre um espaço aberto ao experimentalismo.
- Desenvolver esforços conducentes à obtenção do Estatuto da RUC com a consequente atribuição da licença de radiodifusão.
- Cooperar com todas as estruturas da A.A.C. e Associações do país.
- Dar divulgação da Vida Académica (Avisos, Reuniões, Horários, Mapas de Exames, etc.).
- Contribuir para a crítica construtiva e contínua à Instituição Universitária.
- Fomentar o relacionamento entre os estudantes e a população de Coimbra.
- Divulgar os problemas e temas sobre educação, assim como temas e aspectos de índole mais geral.
- Apreciar criticamente todos os aspectos da actualidade local, nacional e internacional.
- Fazer informação completa, apoiada no rigor, isenção e objectividade.

A partir de 10 de Dezembro de 1986, começaram a ir para o ar os primeiros serviços noticiosos com carácter regular, que eram ouvidos após os sinais horários, entre as 21h e as 2h.

O alvará chegou finalmente em Setembro de 1988, data a partir da qual a RUC começou a emitir na frequência dos 107.9 FM durante 24 horas por dia. Se já era uma das poucas Escolas de Rádio do país, a Rádio Universidade de Coimbra tornou-se também o primeiro órgão de comunicação social inteiramente composto e gerido por estudantes universitários.
Fonte: RUC

Imagem do blog: http://dispenso.blogspot.com

RUC onde podem ouvir a emissão online


Programação da RUC por volta do ano de 1995, 1996

Como tudo começou...

Desde muito pequena me lembro dos discos vinil que os meus pais tinham, Beatles, artistas franceses, entre outros. Depois foram as muitas K7 que amigos me arranjavam e que eu gravava da rádio. Tenho que fazer referência ao Tantan Clube, sinceramente nem sei se está correcto o nome. Um programa na rádio Onda Livre de dois P. tinha eu 13, 14 anos, há 20 anos... Conheci muitos grupos assim, The Cure, Bauhaus, Love & Rockets, Joy Division, The Clash...
As K7 que se arranjavam, passavam de mão em mão. Muitas eram de amigos que já tinham irmãos na faculdade nessa altura. Era o caso do G. que me arranjou muita coisa como Stone Roses, Sonic Youth, Pixies, Breeders, The Psychedelic Furs...



Mais tarde a RUC, a XFM, o States, a Cave das Quimica mostraram-me as indicações para uma rota que segui na música.